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A Perturbação Fonética ou Articulatória, ocorre devido a fatores orgânicos ou funcionais, na força, como variações no tónus, execução de certos movimentos na boca o que levam a uma alteração na execução dos movimentos motores dos órgãos responsáveis pela produção da fala. Também a mastigação, respiração e deglutição podem estar alteradas. O que faz com que a criança não consiga realizar o movimento correto para a produção de determinado som.


30. Cada acento en su sitio…

A grosso modo, a fonética é a área da linguística que se dedica a estudar os sons da fala no que diz respeito à suas características acústicas e físicas e a fonologia privilegia o estudo da organização dos sons nas diferentes línguas. Historicamente, essas duas faces da mesma “moeda” têm sido consideradas como áreas distintas ou indissociáveis, dependendo da proposição teórica assumida.
4.1. São estes os objetivos da disciplina Fonética e Fonologia do Português: (1) introdução aos estudos de fonética e de fonologia e (2) - treinamento em análise fonética e fonológica do Português. Mais especificamente, objetivamos o seguinte: (1) Levar o aluno a argumentar a favor ou contra hipóteses descritivas sobre a estruturação do sistema fonológico de línguas naturais;(2) Dar ao aluno um conjunto de noções teóricas que lhe permita desenvolver hipóteses explicativas para os processos fonológicos; (3) Apresentar aos alunos desde um ponto de vista histórico e descritivos os aspectos fundamentais da fonologia da língua portuguesa e (4) Levar o(a ) aluno(a) a aprimorar sua transcrição fonética com ênfase no Português Brasileiro(PB).

"A palavra Ortografia é formada por "orto", elemento de origem grega, usado como prefixo, com o significado de direito, reto, exato e "grafia", elemento de composição de origem grega com o significado de ação de escrever; ortografia, então, significa ação de escrever direito" (Folha Online)². É na Ortografia que se vê o emprego das letras s, z, x, ch, g, j e as infindáveis exceções.
PROF. ÊNIO: É uma questão bem interessante e muito atual. Nas línguas que são escritas temos a letra e o fonema, que são coisas diferentes. A letra é uma realidade visual, e o fonema é uma realidade acústica. Mas o fonema é uma abstração, é algo que existe na consciência do falante, e que vai se realizar na forma de um fone. O fone é aquilo que a pessoa concretamente ouve. E esse fone tem variantes, que são os alofones. Quer dizer, um mesmo fonema será pronunciado de maneiras distintas conforme a pessoa ou conforme a região do país. Eu dou o exemplo da palavra “porta”. Haverá pessoas da região de Maringá, Londrina, que pronunciam o “r” um pouquinho retroflexivo, ou seja, a ponta da língua se dobra um pouco para trás; outros pronunciam diferentemente, e os dois estão falando português, obviamente. Não quer dizer que um esteja mais certo do que o outro. É verdade que o alofone muitas vezes vai revelar a região de onde a pessoa vem ou onde ela aprendeu a falar. Então, a dica que eu queria dar é que às vezes a criança aprende a falar numa certa região do país, e com 5 ou 6 anos se muda com a família para outra região. Lá ela vai para a escola e os coleguinhas riem da pronúncia dela, acham que está errada, consideram-na quase um marciano. Porque a infância e a adolescência são implacáveis, estão sempre prontos a pegar no pé de alguém, ou porque tem um defeito físico, ou porque pronuncia desse ou daquele modo. Portanto, vamos ao menos evitar as confusões e as inimizades no campo da linguagem. A língua tem uma folga, permite que você pronuncie o fonema de uma maneira ou de outra, com um ou outro alofone. Existem diversas maneiras de pronunciar o “r” da palavra “rio”, mas o rio continua sendo o mesmo, aquela corrente de água doce. Portanto, essas variantes devem ser toleráveis, devem ser expostas para as crianças. Os pais devem dizer à criança: “Olha, há pessoas que pronunciam assim, outras pronunciam de tal maneira.” São meras variantes, mas todos estão falando português e não há razões para ficar traumatizado ou de traumatizar os outros com a diferença de pronúncia. É um mero alofone, uma mera variação, uma liberdade que o idioma dá. Assim, não existe uma norma específica de pronúncia dos alofones em português. A pronúncia do noticiário da televisão é que provavelmente será a norma, mas isso talvez só saberemos daqui a cem anos. Portanto, convido e convoco os pais a ajudarem os filhos a tolerarem as diferenças de pronúncia, porque isso é bom para a criança, é bom para os colegas e é bom para o aprendizado da língua.
Um fonema em uma língua é uma abstração, faz parte do sistema fonológico que está na mente dos falantes. Nunca se realiza porque não é pronunciado. A produção dos falantes são os fones da língua, o fone é algo concreto realizado em um momento real por um falante. Sempre que for tratar da pronúncia de som usa-se o termo fone, porém, para facilitar o entendimento e não confundir as crianças usa-se som.
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