O surgimento da civilização, no entanto, modificou a maneira tradicional como as pessoas agiam na realidade e interagiam com ela. As sociedades da Antiguidade ampliavam-se continuamente e havia que registrar, contabilizar, definir normas legais e de convivência social, difundi-las, fazê-las cumprir… Como conseguir isso sem um meio pelo qual a palavra falada pudesse ser convertida, de forma a tornar-se fixada e facilmente transmissível? 									

Para aprender é necessário decodificar. Decodificar nada mais é do que converter os grafemas em fonemas. Aprender a pronunciar a palavra em presença da escrita. Quando pensamos em palavras usamos nossa voz interna. Quando lemos em voz baixa escutamos nossa voz. Isto é o processo fônico: a invocação da fala interna em presença do texto. O método ideovisual desestimula esta fala interna. Ele tenta estimular a leitura visual direta, portanto, a memorização. Só que não é possível memorizar ideograficamente todas essas palavras. A forma correta é aprender a decodificar. Quando fazemos isso, naturalmente se consegue produzir a fala e entender o que se está lendo.
PROF. ÊNIO: Eu tenho a impressão de que os lingüistas gostam de complicar tudo. O meu primeiro professor de Lingüística uma vez me confidenciou: “Olha, como esses nossos colegas são complicados!” Outro disse: “Às vezes um artigo é compreensível só pelo autor e por Deus.” Tal o emaranhado de palavreado difícil, nomenclatura nova, um enrolar de linguagem que dificulta muito. Eu acho que não pode ser assim. É uma questão de caridade aquele que sabe alguma coisa transmitir para os outros de uma maneira mais tangível, mais simples. Veja as parábolas de Nosso Senhor. Que coisa mais simples do que aquilo! Os conceitos mais elevados transmitidos duma forma simples para pescadores, presumivelmente analfabetos, ou quase. Então, acho que assim é que se deve fazer.
É oportuna  a iniciativa de publicar uma obra de introdução aos estudos de fonética, fonologia e ortografia do português brasileiro (PB), destinada aos alunos da graduação de vários cursos nos quais tais conhecimentos são necessários, como os de Letras, Tradução, Fonoaudiologia e Educação. Evidentemente, adequar o registro de teorias muito complexas e específicas a estudantes iniciantes não é tarefa fácil, mesmo porque ainda há muita controvérsia entre as próprias teorias e subsistem algumas questões polêmicas da fonologia do PB, como é o caso da existência ou não de vogais nasais. No entanto, é conveniente que, até para o iniciante, sejam expostas várias teorias, embora discrepantes, para que ele desenvolva seu espírito crítico e não aceite nenhuma delas como verdade absoluta e inquestionável. Ao abordar as teorias fonológicas, Mikaela Roberto apresenta não só a proposta de Chomsky e Halle no The Sound Pattern of English, mas também as chamadas fonologias não lineares: a teoria autossegmental, a teoria métrica, a teoria lexical, a teoria da sílaba e a teoria prosódica. Grande espaço é dedicado no livro à variação fonética já descrita nas pesquisas sociolinguísticas brasileiras (capítulo 2) e, no capítulo 3, são apresentadas recentes teorias sobre os constituintes prosódicos, aplicadas à descrição do PB. A preocupação didática da autora perpassa o livro. No capítulo 4, ela exemplifica as transcrições fonéticas e fonológicas de palavras do PB, utilizando o IPA e se valendo da proposta de Cristófaro-Silva (2010). Prefácio

9. Usando la radio 

"Morgan provides a fresh approach, with a focus on real-life Spanish that I have not encountered in any other text. . . . Although many textbooks on Spanish pronunciation and phonetics have been published in recent years, Sonidos en contexto stands above the rest, surpassing, in my view, the quality of even the textbooks that have been mainstays as the most popular over the last few decades. . . . Morgan should be congratulated, as in Sonidos en contexto he has produced a textbook that is the most complete, most engaging, most varied in activities, most connected to real-life Spanish, and has the best audio program of any textbook on this subject."—Timothy L. Face, University of Minnesota, The Modern Language Journal
24. El bingo de los fonemas
Apresentação Este livro surgiu da necessidade de sistematizar os estudos previstos em disciplinas introdutórias aos estudos de fonética e fonologia em nível de graduação. Para além dos tópicos de fonética e fonologia comumente abordados em obras introdutórias sobre o assunto, esta obra estuda a relação oralidade-escrita, tópico nem sempre abordado nessas disciplinas, mas útil à formação de professores de língua materna e alfabetização. A conclusão da versão preliminar do livro coincidiu com o início das atividades do ProfLetras, mestrado profissional em rede proposto pelo MEC, com sede na UFRN, e do qual inúmeras universidades brasileiras fazem parte, somando esforços para fortalecer a formação dos professores da educação básica no Brasil. Esta obra contribui para essa formação, por ter sido escrita em uma linguagem acessível ao público ao qual se destina, promovendo reflexão sobre a relação entre oralidade e escrita nos seis capítulos em que está organizada. No primeiro capítulo, são apresentados conceitos gerais necessários aos estudos fonético-fonológicos. Faz-se uma breve introdução ao início desses estudos e, em seguida, são detalhados aspectos da fonética articulatória e da estruturação e funcionamento do aparelho fonador, essenciais à compreensão do processo de fonação e produção da fala. O capítulo ainda aborda noções basilares da fonologia, tais como fonema e alofonia, fundamentais para a compreensão dos capítulos seguintes da obra. No segundo capítulo, o quadro de fonemas do português brasileiro é contemplado, bem como os principais alofones da língua. A partir da classificação do Alfabeto Fonético Internacional (International Phonetic Alphabet — IPA), as vogais da língua são exploradas, com ênfase no esApresentação

Los órganos que intervienen en la articulación móviles los labios, la mandíbula, la lengua y las cuerdas vocales, que a veces reciben el nombre de órganos articulatorios. Con su ayuda el hablante modifica la salida del aire que procede de los pulmones. Son fijos los dientes, los alveolos, el paladar y el velo del paladar. Los sonidos se producen cuando se ponen en contacto dos órganos articulatorios, por ejemplo el bilabial (p), que exige el contacto entre los dos labios; también cuando se ponen en contacto un órgano fijo y otro articulatorio, y el sonido se nombra con los órganos que producen la juntura, o punto de articulación, como por ejemplo el sonido labiodental (f) que exige el contacto entre el labio inferior y los incisivos superiores. Cuando es la lengua el órgano móvil no se hace referencia a ella en la denominación del sonido. Así, el sonido (t), que se produce cuando la lengua toca la parte posterior de los incisivos superiores, se llama dental.
6.1 Ortografia: convenção que exige aprendizagem .................................... 139 6.2 A evolução ortográfica do sistema alfabético do PB ............................143 6.3 Os princípios do sistema alfabético do PB ............................................... 150 6.4 Consciência fonológica e alfabetização ....................................................... 156 6.5 O ensino da ortografia ........................................................................................ 160 Síntese .................................................................................................................................162 Prática ................................................................................................................................. 164 Referências ..............................................................................................................................167 Glossário ...................................................................................................................................171
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pt («Marca comunitária - Processo de oposição - Pedido de marca figurativa comunitária GELENKGOLD - Marca figurativa comunitária anterior que representa um tigre - Motivo relativo de recusa - Risco de confusão - Alteração do caráter distintivo da marca anterior - Semelhança dos sinais no plano fonético - Artigo 8.o, n.o 1, alínea b), do Regulamento (CE) n.o 207/2009»)
en 26 It also follows from the case-law that two marks are similar where, from the point of view of the relevant public, they are at least partially identical as regards one or more relevant aspects, namely the visual, aural and conceptual aspects (MATRATZEN, paragraph 19 above, paragraph 30, and CAPIO, paragraph 17 above, paragraph 89; see also, by analogy, SABEL, paragraph 18 above, paragraph 23).
A fonética refere-se ao ensino das associações letra-som e aos padrões de letras usados ​​para soletrar palavras (Snow, Burns e Griffin, 1998 p.51). A instrução fonética pressupõe que o aluno tenha consciência fonológica. Também pressupõe que o aluno possui o princípio alfabético, que se refere a entender que existem relações consistentes entre “símbolos de letras” e “sons de letras”.
Segundo a professora, é interessante notar que os defensores do método fônico no Brasil são psicólogos, em sua maioria. “Eles não lidam com a língua enquanto sistema em implementação. Eles estão preocupados em encontrar uma metodologia que seja objetiva e controlada, para ensinar a ler e a escrever. Mas só isso não é suficiente hoje em dia”, afirma. De acordo com Colello, pode-se até ensinar a criança a ler e a escrever, mas se anulará o gosto que ela poderia vir a ter pela leitura.

4.1. São estes os objetivos da disciplina Fonética e Fonologia do Português: (1) introdução aos estudos de fonética e de fonologia e (2) - treinamento em análise fonética e fonológica do Português. Mais especificamente, objetivamos o seguinte: (1) Levar o aluno a argumentar a favor ou contra hipóteses descritivas sobre a estruturação do sistema fonológico de línguas naturais;(2) Dar ao aluno um conjunto de noções teóricas que lhe permita desenvolver hipóteses explicativas para os processos fonológicos; (3) Apresentar aos alunos desde um ponto de vista histórico e descritivos os aspectos fundamentais da fonologia da língua portuguesa e (4) Levar o(a ) aluno(a) a aprimorar sua transcrição fonética com ênfase no Português Brasileiro(PB).
en Community trade mark – Definition and acquisition of the Community trade mark – Relative grounds for refusal – Opposition by the proprietor of an earlier identical or similar mark registered for identical or similar goods or services – Likelihood of confusion with the earlier mark – Similarity of the marks concerned – Whether conceptual differences may neutralise visual or aural similarities – Conditions (Council Regulation No 40/94, Art. 8(1)(b)) (see para.
2.1 Alfabeto Fonético Internacional (IPA)............................................................ 43 2.2 Vogais ............................................................................................................................44 2.3 Consoantes do PB ....................................................................................................54 2.4 Glides ou semivogais ................................................................................................63 Síntese ....................................................................................................................................64 Prática ....................................................................................................................................66 3. Constituintes prosódicos ............................................................................................69
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